DIVIRTA-SE COM ESSE JOGO

MAURYAN DESTAQUE


Ele surgiu no cenário esportivo santareno como um pequeno “raio” foi fazendo alarde por onde passava. Apesar de ter logo aparecido no Colégio onde estudou Almirante Soares Dutra, no futebol de campo e futsal, mas não teria sido logo reconhecido se não tivesse ido para a base do São Raimundo. Cléo Colares quando viu a intimidade do moleque com a bola, não teve dúvida, esse é o garoto que eu quero para o meio de campo. Mauryan Pereira Pedroso, para os amantes do futebol, simplesmente Mauryan. Qualidade é que não faltava ao garoto, toque de bola refinado, lançamentos apurados, chute em gol perigoso e uma extraordinária arrancada com velocidade. Na imaturidade dos seus 14 anos, já conquistava o seu 1º título no Sub-15, pelo Pantera Negra. No ano consecutivo já estava no Sub-17, com Cléo Colares ajudando a conquistar mais um título ao São Raimundo. Seu futebol era notável como meia esquerda e conseqüentemente o seu clube agradecia, já jogando no Sub20 do São Raimundo continuava a sua coleção de  títulos no Pantera,  sendo campeão com Carpegiane no comando. Seu sucesso continua tanto que logo foi indicado para fazer parte do time amador utilizaria o campeonato para fazer um aproveitamento de jogadores renovações, apesar de estar em grande forma não foi aproveitado, mas participou do título de 2003. Com uma performance cada vez melhor, Mauryan foi relacionado por Lúcio Santarém para os profissionais. Porém, a  partir desse momento Mauryan iria sofrer o que todo jogador baixo e prata de casa sofre pela altura, principalmente com os treinadores que vem de fora, não importa muito pra eles se são ruins ou mais ou menos, sendo grande, eles querem. Viajava para Belém relacionados com os demais atletas, mas não tinha chances de jogar, neste ano até que o Pantera não foi tão mal, lembra Mauryan, que o São Raimundo precisava da vitória para se classificar e jogou pra vencer o Ananindeua que jogava pelo empate. O jogo terminou empatado em 2x2, o Pantera ainda fez dois gols legais, mas a arbitragem anulou. 
 No final ou muita confusão e acabou na delegacia. A sacanagem foi tão vergonhoso contra o Pantera, que foi aí que o advogado André Cavalcante tomou as dores pelo São Raimundo e foi defendê-lo nas tramacocas que os árbitros programavam para classificar A ou B dos seus interesses. O jogador Erik do São Raimundo ainda foi preso. Assim como Mauryan relembra também lembramos, que no dia seguinte, tinha uma matéria em um jornal de Belém que notificava o acontecimento do jogo assim: O São Raimundo de Santarém, foi operado sem anestesia, e no final do jogo quem foi preso foi o jogador que cobrou respeito do árbitro, enquanto o árbitro saiu protegido pela polícia... Em que mundo nós estamos? Triste com fatos dessa natureza e sem ter chances uma única vez, Mauryan resolveu parar de jogar, perdeu a alta estima. Foi trabalhar numa loja da cidade. Sem perder o contato com a bola nas peladas e futsal, estava sempre em forma. Foi quando foi convidado pelo Luiz Simões para reforçar o time do Conceição num torneio comemorativo no Colosso do Tapajós, com mais a participação de São Francisco, Fluminense e Norte. O Conceição foi o campeão do torneio, e o Mauryan escolhido o melhor jogador do evento. Uma luz voltou a brilhar no seu ânimo para retornar a 1ª divisão e quem sabe aos profissionais. Convidado retornou ao São Raimundo para jogar o campeonato amador com o treinador Duarte, onde foi deslocado para a lateral esquerda. Foi campeão amador e relacionado para o elenco de profissionais, jogou o seletivo e classificados para o campeonato ainda chegaram a disputar com o Clube do Remo, a semi-final do campeonato. 
No ano seguinte estava novamente defendendo as cores do Pantera, que passou por dificuldades, mas a classificação para o paraense veio no ultimo jogo sobre o comando de Lúcio Santarém, contra o Bragantino, no Colosso de Santarém. No intervalo do Seletivo e o paraense, Mauryan foi levado para Minas Gerais para jogar no Ituitaba. Antes de assinar com o novo clube recebeu uma proposta do São Raimundo melhorando o seu salário anterior e com passagem para a volta para jogar o campeonato paraense 2009. Sobre o comando de Valter Lima o Pantera fez uma das suas melhores campanhas em todo campeonato. Chegou a se confrontar com o Paysandu na corrida do título do 1º turno, mas perdeu. No 2º turno desbancou o Clube do Remo e vencendo o Leão Azul belenense e conquistando o turno que deu direito de disputar com o Paysandu o título de 2009, mas novamente perdeu. Porém, com essa façanha toda conseguiu o direito de disputar a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. O qual a equipe alvinegra venceu com todas as honras dentro do Colosso do Tapajós a equipe do Macaé do Rio de Janeiro. Mauryan estava presente em todas essas conquistas, onde se alternava na posição de lateral esquerdo com João Pedro, quando foi deslocado do meio campo. No ano seguinte depois das conquistas, o Pantera trocou de treinador, chegou a Santarém o treinador Flávio Barros, ele  não se adaptou com o novo comandante e Mauryan preferiu sair do clube. 
 Logo o nosso craque foi convidado a defender o Penarol de Itacoatiara no campeonato amazonense e depois de ganhar um título inédito pelo São Raimundo também repetiu a dose em Manaus quando ajudou o seu clube a conquistar outro título inédito para o Penarol, o de campeão amazonense 2010. De volta a Santarém no finalzinho do ano ainda fez os dois últimos jogos pelo São Francisco, na segundinha, onde foi desclassificado. Em 2011, ficou sem clube foi jogar futsal em Monte Alegre pelo Central e foi campeão, ganhando um bonito troféu como o melhor jogador da competição. Logo a seguir foi para Itaituba também jogar Futsal, mas não conseguiu ser campeão novamente. De volta a Santarém esperou ser chamado pelo São Raimundo, mas a diretoria do clube só se ligou em jogadores de fora do estado. Foi quando o São Francisco entrou na competição paraense novamente com pensamento positivo de chegar a Elite do Parazão. 
Como não tinha recursos para gastar, fez um elenco caseiro com alguns reforços das cidades vizinhas, e jogadores como Mauryan, Ricardinho, Sidvan, prata de casa, além de Ney Carioca, Emeron Bala, de fora, que foram desprezados pelo São Raimundo reforçaram o time do São Francisco na competição. Desacreditado na cidade o Leão partiu para jogar a Segundinha, no comando Osvaldo Monte Alegre. Com garra e muita determinação, o Leão do Tapajós passou pelo primeiro obstáculo e Mauryan se tornou um dos grandes nomes nesta conquista da passagem para o Seletivo. E assim o clube azul santareno foi ganhando moral e conquistou de maneira sensacional a classificação para a elite do Parazão. Mauryan tornou-se uma das peças principal no esquema de Osvaldo Monte Alegre, chegando a ser o capitão do time. Na elite do Parazão, por duas vezes o ao Francisco quase passou para disputar o 1º e 2º turno do campeonato, mas assegurou de maneira inédita a classificação para a Elite do Parazão 2013. Neste intervalo sem competição pro Leão, Mauryan já está de malas prontas, deve viajar no início do mês para Paragominas e lá defender o clube do mesmo nome, na Segundinha do paraense. Com certeza, Mauryan deve ser um nome certo para o Leão em 2013.
Santarém, 25 de Maio de 2012.
Raimundo Gonçalves.         

RONILSON! UM LORDE DESPORTISTA


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Ronilson Rêgo Uchoa é o nome dele, casado com a senhora Elisângela e tem como tesouros, suas filhas Ana Clara e Yasmin. Tem sensibilidade e imaginação fantástica como cidadão e desportista. Ronilson foi jogador de futebol na sua juventude e até certa idade adulta, que só deixou de praticar o seu futebol, quando a responsabilidade familiar exigiu dele o trabalho diário, lhe tirando a possibilidade de unir o útil ao agradável. Quando ainda estudante do Colégio Dom Amando, já praticava as modalidades de Futebol, Basquete e Futsal. Ainda adolescente jogou no América da sua comunidade, no Cruzeiro dos Cunhas. E o seu primeiro título pelo São Raimundinho, onde o seu treinador era o Élcio Cunha. Magarefe foi o clube que o colocou na vitrine do futebol amador, em Santarém, quando convidado pelo Professor Pedrinho Moreira, a fazer parte de um novo time do bairro da Aldeia. Foi uma das grandes revelações como zagueiro no juniores do Magarefe. Pedro Olaia o descobriu e levou para jogar no Norte Clube amador. De paz com o futebol no Tigre da Prainha, chegou à seleção de novos santaarena. Convidado pelo treinador Tomé Guimarães foi Campeão da Taça Cidade de Santarém pelo São Raimundo e depois pelo Fluminense. Nos anos 90 defendeu a equipe do São Francisco, depois teve de viajar para Belém, onde tentou a sorte no Clube do Remo, e foi até ao Figueirense, mas, por falta de oportunidade, teve de voltar para Belém. Ronilson não perdia tempo e era um guerreiro em busca de dias melhores, daquilo que mais gostava como o futebol. Chegou a jogar na base do Paysandu, quando o time de profissionais jogava o Campeonato Nacional, atendendo a família, resolveu voltar para Santarém. Ainda jogou em clubes santarenos, e o trabalho o tirou da 1ª divisão, mas, mesmo depois de só jogar suas peladas nos finais de semana, também foi incentivar outro esporte na nossa cidade que estava em moda no Sul. O futvôlei, se uniu um bom tempo com a turma do AABB e lá se fazia os grandes torneios onde os jovens se deliciavam com a nova moda esportiva na cidade. De tanto se dedicar e elevar esse esporte a mídia, Ronilson foi mais longe, era sempre convidado para viajar as cidades vizinhas e mostrar o Futvôlei em outros lugares. Deixando como marca em Alter do Chão esta modalidade como atração no Verão no comando da Tv. Tapajós. Percebemos a tristeza no  olhar do nosso amigo ao ter que deixar,  não só a nossa cidade, mas também parte de sua família e o esporte que tanto gosta de promover, só assim se sente útil como desportista santareno. Com todo esse currículo de aprendizado, Ronilson aprendeu a valorizar o nosso futebol e sua paixão só crescia pelo esporte mais comentado do mundo, o futebol. 
Há décadas colecionava revistas Placar e seu acervo tornou-se muito grande e valioso de informações, como seu interesse pelas informações sobre o futebol era fantástico. Lia todos os jornais locais que falavam de esporte e foi quando descobriu as matérias escritas por Raimundo Gonçalves no Jornal a Gazeta de Santarém, onde a sua principal visão de leitura esportiva eram as Memórias e Crônicas, passando assim colecionar também os importantes documentos do nosso futebol. Guardava as relíquias com muito carinho. Mas, veio o momento mais crucial da sua vida, que é deixar a cidade querida, por ter que acompanhar e permanecer perto da sua família, que já faz residência em Manaus. 
 Ronilson teve de tomar essa decisão e como as suas preciosas coleções de informações sobre o futebol, brasileiro e santareno, não poderia ser uma das suas bagagens, refletiu muito para tomar uma decisão, de o que fazer com preciosas informações. Teria que ser positiva, que lhe fizesse feliz e fosse significante em termos de servir para alguém, documentários que ele guardava há tanto tempo, como uma relíquia de futebol. E chegou a conclusão, que só um local como o Instituto Bonerges Sena, com o aval de Cristóvão Sena poderia ser o cofre seguro para que a comunidade santarena e de todo o Oeste do Pará tivesse acesso ao acervo esportivo para dar conhecimentos de tantas informações do passado e do pressente, tão carente e significante do nosso futebol. Quando recebeu o sim do nobre desportista e resgatador da nossa história, Cristóvão Sena, Ronilson não se conteve de tanta alegria e emoção, por saber que tudo aquilo que guardava com tanto carinho e amor iria ficar eternamente exposto aos amantes leitores de informações de futebol. Com muito sacrifício e com ajuda de amigos mandou encadernar com lindas capas, os acervos de varias coletâneas das Revistas Placar, e das Memórias inscritas, de jogadores, diretores, clubes por Raimundo Gonçalves. E na Terça Feira passada, 24/04/2012), fomos convidados juntamente com alguns desportistas da cidade como:  
 Guara, Pedrinho Moreira, Bicho, Gerson e sua filha, Ronaldo, Adil, Vieira, entre outros pressentes, recepcionados por Cristóvão Sena e sua esposa, com um farto coquetel a gosto. O convite partiu do desportista Ronilson para que participássemos do momento da doação do seu acervo esportivo. Foi uma festa simples, mas muito significante para todos os presentes. Ronilson, bastante emocionado fez o discurso de entrega, e mostrou a sua satisfação em poder contribuir com seus documentos informativos para os usuários do Instituto tão procurado por desportistas, alunos com sede de informações, e a quem mais interessar. Agradeceu muito a Cristóvão Sena, pela recepção, o qual também fez o seu agradecimento por ter a honra de ser lembrado para guardar ao público o significado acervo.  Outro momento muito especial foi quando Ronilson homenageou os desportistas Cristóvão Sena e Raimundo Gonçalves, com plaquetas de Honra ao Mérito pelos que eles fazem pela história da nossa cidade. Logicamente que Cristóvão Sena, recebeu a Honra ao Mérito pela grandeza de estar sempre agigantando o seu Instituto com acervos de informações, valorizando sempre as doações com seu carisma e personalidade ímpar, mostrando a sua gratidão aos que lhe procuram. Raimundo Gonçalves, por ter escrito As Memórias e Crônicas no Jornal a Gazeta de Santarém, As quais Ronilson era fã de carteirinha. Após o recebimento das honras, Cristóvão Sena e Raimundo Gonçalves agradeceram em pequenos discursos de se sentiram lisonjeados pelo reconhecimento do desportista e ex-atleta Ronilsson Uchoa. Ainda tivemos tempo de relembrar conquistas memoráveis do nosso anfitrião Cristóvão Sena, fazendo com que pousasse com a faixa de Campeão de 1965 pelo seu América Futebol Clube, time imbatível na época. Desejamos ao Ronilson Uchoa muita sorte e prosperidade na nova vida com sua família na capital amazonense e que sempre que puder nos visite em nossa cidade ou em nossos blogs de informações. O ato realizado pelo Ronilson é nobre em nossa visão. Deus te proteja juntamente com sua família. Velho amigo!

Santarém, 21 de Maio de 2012.
 Raimundo Gonçalves
   

STOPIM! 29 ANOS DE EXPLOSÃO!


Um clube moldado nos parâmetros do entretenimento legal, onde de fato os seus atletas e diretores fazem o bom lazer dentro e fora de campo. Este é o clube que todos os torcedores santarenos simpatizam com o tradicional Stopim. Não poderia ser diferente. A cara deste clube é a cara de quem o criou. Humildade, dignidade e responsabilidade, adjetivos que o elevaram ao topo da simpatia. Afonso Cupu, ele sobrevive no esporte santareno com o seu Stopim Simpatia Futebol Clube. E foi essa transparência que legitimou outros adeptos tão respeitados quanto ele, a ajudar na permanência deste time tão tradicional da nossa cidade. Tudo começou em 15/04/1973, com o descontentamento de alguns atletas que foram excluídos do Barbosão, equipe de elite do futebol de Peladão na cidade, onde contava em seu plantel inúmeros craques do futebol santareno e revelações caseiras, entre eles Afonso Cupu, ex-jogador do São Francisco. Professor, e nas horas vagas curtia um bom futebol com a sua categoria no meio campo. Barbosão, após perder um campeonato, se preocupou com o bom nome em jogo no esporte e sua diretoria marcou uma reunião para decidir quais seriam os novos caminhos para a equipe, no Bar e Mercearia do Modesto. A decisão foi à dispensa dos jogadores de mais idade e contratações de jogadores mais jovens, pois o campeonato aceitava até 25 anos. Afonso com 33 anos foi o primeiro da relação além de Birimba, Orlandino, Nível, Paulo Bacarata, entre outros. Logicamente, que os dispensados ficaram muito tristes, inclusive o nosso querido Afonso Cupu, que não dormiu direito pensando, como poderia suprir aquela necessidade de jogar a sua peladinha num clube organizado, já que fora dispensado do Barbosão. 
 Na agitada reflexão imaginou criar o seu próprio time e porque não? Botou a memória para funcionar e queria um nome que fosse diferente e chamasse atenção para o seu imaginário elenco, “Estopim” estaria de bom tamanho. No dia seguinte, nosso professor foi ao Bar do Modesto e começou a tomar uma cerveja e na reflexão imaginava a mesma coisa da noite e em dado momento recebia o seu amigo Cléper, o qual logo passou em frente a sua idéia, aprovada pelo companheiro que logo incentivou comprarem o equipamento. Como o Afonso Cupu é torcedor do Bangu e o Cléper do Botafogo, o amigo bancário sugeriu a core preto, do Botafogo e Branco do Bangu. E foram as lojas, mas não encontraram o modelo que gostariam e tiveram que comprar o 1º uniforme do time igual do Vasco da Gama. Mas naquele momento, o importante era o novo time estrear e dar vez aqueles jogadores que estavam sem clube para vir para o Estopim. Bena Santana foi o divulgador do novo time de Peladas e até sugeriu que o Afonso tirasse o E do nome do time, que começando com S, seria mais charmoso, e assim ficou. O jogo de estréia foi 1x1, contra o Velosão. Os craques do 1º jogo: Jairbara, Peixinho, Crispim, Massa e Eugênio; Afonso Cupu, Betinho e Jonathas; Jama, Edilson e Tonhão. O treinador foi o Alemão. Inda jogaram neste jogo, Brito e Adão. Nascia assim o Stopim querido que foi uma espécie de Abrigo dos atletas discriminados e atletas diferenciados. Ou seja, muitos jogadores que tinham categoria vieram para o Stopim, por simpatia aos diretores e pela maneira que conduziam o elenco, principalmente o professor Afonso Cupu, já outros atletas menos favorecidos de talento vinha porque o Afonso não podia dizer não a eles, por se colocar em seus lugares, quando você é desprezado, jogando um bom futebol imaginem jogando pouco. 
 Por essa filosofia esportiva o Stopim passou a ser um time de apresentação, mesmo participando dos campeonatos. Nunca ganhou um título, nesses 29 anos de futebol, reconhecidos por levar enumeras goleadas, mas permanece nas estatísticas como o time mais simpático do futebol de peladas em Santarém e mantém sempre na direção ilustres desportistas ao lado de Afonso Cupu como no início: Modesto, Zeca paulino e Cléper, que permanece até hoje. Tantos atletas e jogadores, diretores já passaram pelo Stopim, mas a elite conservadora do bom entretenimento continua no páreo do tempo como sócios beneméritos. Afonso Cupu, Cléper, Rubem Chagas, Cacheado, Soares, Birimba, Max, entre outros. 
 O clube tem também suas historias folclóricas de seus jogadores diferenciados pelo que eles acham que são ou se achavam: Djalma mota, conhecidíssimo”Jama”, No Stopim jogava nas onze posições e dava os dribles mais fantásticos, além de fazer gols de placas, ninguém pode se vangloriar e dizer eu marquei Jama, sem ter levado um baile do polivalente jogador, tudo que você leu, confirmado por ele. Banha, goleiro que se tornou famoso em Santarém defendendo as cores do Stopim, com quase 5.000 engolidos. Apesar de levar inúmeros gols em uma partida, há quem diga que nunca foi culpado de nem um gol. Certa partida que o Stopim perdeu por 22x2 para o São Raimundo de Máster, por incrível que pareça, os jogadores mais comentados apos o jogo foram, Banha que levou 22 gols e Pedro Lavor que fizera os 2 gols, do Stopim. Toninho que marcou 19 gols nesta partida passou despercebido. Ludugéro era um atacante de proporções avantajadas, calçava 45, mas só sabia jogar descalço. Quando se atrasava para o jogo na Base Aérea era notável a sua chegada por dentro do mato, seu pisar era notado longe nas folhas secas do caminho, que voavam com o peso de seus pés. Pirron era um lateral esquerdo que fumava 10 cigarros porroncas antes de cada partida e fazia seu ritual dentro do mato, ante de entrar em campo, como um índio feiticeiro, dentro de campo... Mas temos os craques classudos como Rubem Chagas, que usava chuteiras de cores verdes como a grama para enganar os zagueiros adversários e fazer seus belos gols. Temos as boas novas que também aconteceram a favor do Stopim como: Um jogo arrumado pelo Bena Santana, para enfrentar a Seleção dos profissionais santarenos, que jogavam fora de cidade. Terminou 4x1 para a Seleção no campo do DNER, mas quando o Rosinaldo Araújo, o Surdão entregou o troféu em disputa ao capitão da Seleção, esse devolveu e disse: Quem merece esse troféu é o Stopim! Quase Leva o Afonso Cupu ás lágrimas de tanta emoção. O primeiro troféu conquistado em campo. Foi um torneio no campo do AABB e de maneira sensacional o Stopim venceu a decisão por 2x1, com 2 gols do atacante fenomenal Soares, que ainda foi o artilheiro do torneio e fazendo um dos gols de calcanhar. A festa durou duas semanas. Promoção nunca mais, foi um lema adotado depois do resultado de uma. Paulo Gasolina era o presidente de honra do Stopim e proprietário de um Bar e Restaurante, local cedido para a promoção. Fizeram uma feijoada para arrecadar receitas para despesas do clube com materiais. Toda a feijoada e o local foram patrocinados pelo presidente de honra. No final, no acerto de contas, acreditem, apesar dos materiais da feijoada ter sido todo doado, ainda deu prejuízo. 
 Com todos os cartões vendidos e casa cheia, 90 % dos responsáveis das vendas, nunca receberam o pagamento dos cartões. Paulo Gasolina, presidente de honra do clube, pediu o seu afastamento da honra depois de levar o baita prejuízo no seu estabelecimento. Este é o Stopim que todos nós amamos. Parabéns pelos 29 anos de alegria ao nosso futebol.
Santarém, 26 de Abril de 2012.
Raimundo Gonçalves.             

HOMENAGEM A OSVALDO MONTE A ALEGRE

Por: Raimundo Gonçalves
Há anos atrás não se via falar deste nome n esporte santareno. Mas quando ele entrou no cenário tapajônico foi fazendo alarde como treinador de futebol. Uns duvidaram, outros nem ligaram, mas ele foi ganhando espaço dentro e fora de campo. Com sua humildade, entendimento técnico e tático, responsabilidade participativa aonde trabalhava fez dele um vencedor. Com o resultado positivo do São Francisco no Campeonato Paraense de 2012, apesar de estar ausente dos últimos jogos, a imprensa, torcedores e os próprios diretores avalizaram que Osvaldo Monte Alegre foi o responsável pelo padrão de jogo, que levou o Leão a quase disputar o quadrangular n 1º Turno e a sua boa participação n quadrangular do 2º Turno. O clube saiu com saldo positivo depois do término da sua participação. Com a vaga garantida para o próximo Campeonato Paraense, com vários jogadores revelados como atrações em seus jogos, de bem com a sua torcida, que se mostra recompensada e com toda energia para ajudar o clube na construção do seu Complexo Esportivo. Tudo esse entusiasmo, graças a boa participação do Leão nas competições que passou vencendo, e um dos principais colaboradores para esse sucesso se chama, Osvaldo Pereira do Nascimento. 
O Osvaldo Monte Alegre, até poderia ser chamado Osvaldo Santarém, mas o destino quis que o mesmo se estabelecesse nominalmente, na cidade Pinta Cuia. Porém nasceu em Santarém. Aos 6 anos de idade foi morar em Monte Alegre, onde permaneceu até a idade adulta. Quis ser jogador de futebol, por isso logo cedo se juntava com a garotada do bairro Curaxi, no campo do Corinthians, onde jogavam suas peladas com os bons parceiros: Jurinha, Oberdon, Chiquinho, Pedrinho, Gilmar, Claudon, Luiz, Tombita, Lepéu, Batura, entre outros. E formaram o Fluminense liderado por Oberdan para os jogos amistosos em torneios, o time era tão forte, que alguns times quando tomavam conhecimento que o tricolor estava no torneio desistiam, não dava outro, eles eram os reis dos torneios, e Osvaldo era o lateral esquerdo. Difícil é esquecer a formação desse elenco vitorioso: Luiz, Preto Louro, Preto Cabeludo, Jose e Osvaldo Monte Alegre; Oberdan, Gilmar, Batura e Nicolau; Chiquinho e Auderson. Quando o Fluminense passou a ser presidido pelo Elson Dentista, o time foi jogar o Campeonato Montealegrense, mas o nosso craque foi defender a equipe do Palmeiras de Parissol. O time de Osvaldo ficou em 3º Lugar, atrás de Norte e São Francisco. No ano seguinte deu uma passada pelo Atlético, mas foi por um período menor, não chegaram peto da final.
Foi então, que veio para Santarém trabalhar e morar com seu irmão Moina. Aqui ficou até o ano de 1991, sem jogar bola, somente trabalhando, retornando para a cidade Pinta Cuia. Onde trabalhou no comércio e como taxista. Sempre em volta com o futebol, apesar de não jogar mais, devido o seu trabalho, nunca deixou de dar uma pitada nos clubes da cidade. Em 1996, o futebol em Monte Alegre pegou fogo. O Norte contratou Darinta, e o São Francisco, o Valter Lima, os dois treinadores reforçaram seus clubes com bons jogadores santarenos, enquanto Osvaldo Monte Alegre teve a sua oportunidade para ser treinador, de um time, de menos expressão, o seu Palmeiras. Só trabalhou com jogadores prata de casa, conseguindo o honroso 3º lugar contra times que pareciam seleção. Osvaldo começava a mostrar o seu talento de treinador e chamando atenção dos desportistas da região. 
Ainda trabalhando em Monte Alegre, Osvaldo teve uma proposta para trabalhar em Santarém, no ramo de comercio, com alguns meses de serviço foi convidado novamente para ser o reinador do Oriente um clube tradicional da cidade Pinta Cuia pelo tempo de criação. Em Monte Alegre assumiu o time, que já tinha jogado quatro partidas do 1º Turno. Logo Osvaldo conheceu o elenco do clube e percebeu que um jogador fazia a diferença nos treino e era sempre reserva, talvez por ser novo demais. Esse garoto tinha 16 anos e se chamava Rodrigo, com o novo treinador, logo passou a ser titular e ajudou o Oriente ser Campeão invicto. Com esse olhar amplo e positivo, Osvaldo colocou Rodrigo no cenário nacional, onde  mesmo saiu de Monte Alegre e iniciou sua trajetória vitoriosa no Carajás, depois foi para o Paraná (PR), Comercial (SP), Santos (SP), quando o treinador era o Leão, e finalmente foi parar em Portugal, onde brilha no futebol português, defendendo a equipe do Braga, cm o nome de Lima.
   De volta a Santarém para trabalhar novamente no comércio, não deixou de acompanhar o esporte local, principalmente o futebol. Num desses momentos, precisamente em 1999 foi convidado trabalhar no futebol.
Juntamente com Hermes, treinador do Flamengo na época,  já conhecia o Osvaldo desde Monte Alegre, e o convidou par ser seu auxiliar. Com toda humildade, Osvaldo Monte Alegre aceitou. Apesar de não ter sido Campeão com Hermes, mas chegaram a disputar o título com o Náutico. Reconhecido pelo seu trabalho juntamente com Hermes no Flamengo, no ano seguinte ele foi levado pelo então presidente e jogador do Americano, Mano para fazer o time Diabo Rubro ser Campeão da cidade, Osvaldo Monte Alegre mostrou o seu potencial e seu carisma, conquistando primeiro os atletas, que levaram a sério a competição e assim ganha o seu 1º título em Santarém. Para coroar ainda mais o seu trabalho, revelou dois grandes garotos, que seriam depois, muito badalados no futebol santareno, Tinha e Deley. 

Com o título conquistado em 2000, seu nome começou a ser mencionado a aqueles cartolas que queriam seu clube também vencedor com um treinador modesto. Em 2001, Eduardo e Élvio Fonseca acreditaram no seu trabalho e levaram o novo vencedor a trabalhar no Fluminense, tricolor da Presidente Vargas. Se o homem era pé quente, vamos saber agora, refletiram os contratantes. Osvaldo Monte Alegre sempre valorizou jovens craques, que querem de fato vencer no futebol, e desde cidade de Monte Alegre, ele revela craques de talentos, Trabalhando com uma boa garotada, “jovens bons de bola é preciso acreditar e ter coragem de lançá-los”. Osvaldo Monte Alegre acredita que esse esquadrão tricolor montado já tinha cara de Campeão e não poderia dar outro resultado, e o título 2001 foi do tricolor, com a base feroz fortíssima: Cláudio, Kiko Bendelak, Afonso Papalégua, Deley e Dilcinho; Hailton Beleza, Robson, Peruca e João Pedro; Jackson e Ney Bendelak. Daí pra frente, Osvaldo Monte Alegre foi o cara. A o comando da empresa Seleto entraram na briga para ter uma equipe para jogar o campeonato santareno e para facilitar o desejo fora feito uma parceria entre a equipe do Tapajós e o Seleto, assim entraria no certame sem impedimentos legais. 
 Contrataram Osvaldo Monte Alegre para ser o treinador e vários bons jogadores para reforçar a equipe na disputa. Outra vez a estela do nosso treinador brilhou. Ganhou o Campeonato para o Seleto/Tapajós invicto, com essa base: Cláudio, Nelson, Zildo, Doinho e Limão; Jadinho, Marcírio, Penenca e Arnoud; Cutia e Tinha. Fez uma espécie de mesclagem entre, jogadores jovens e experientes. Colocou uma linha de zaga desconhecida e deu certo. Jogou 30 partidas no ano, 21 pelo campeonato e 9 amistosas, todas transformadas em vitórias, sabiam disso? No mesmo ano foi convidado pela Liga Esportiva de Santarém para ser o treinador da Seleção santarena Sub-17 em Belém. No ano seguinte continuou treinando o Seleto, mas já não tinha o mesmo apoio para fazer um grande trabalho e não teve sucesso. 
 Em 2004, estava sem time para treinar quando recebeu o convite do amigo Solano para treinar o São Cristóvão. Sabia que não seria fácil, pois o time não tinha lá os recursos necessários pata montar um elenco para ser campeão. Como reconhece o Solano, como um grande desportista e trabalhador pelo nosso futebol aceitou numa boa, e só ficou atrás do Pantera e Leão, saiu do campeonato com um time modesto na 3ª colocação. Depois não parou mais, em 2005 foi campeão no Sub-20 do São Francisco e logo em seguida treinou o amador, quando o mesmo foi também campeão, apessar de não ir até o fim. Em 2006 voltou a treinar o Fluminense para no ano seguinte voltar a ser treinador do Leão. Em 2008 foi convidado para trabalhar no São Raimundo, onde conseguiu ser campeão Sub-20 e logo no ano seguinte, treinou o time amador e foi campeão santareno. Era assim, se queriam ser campeão, chama Osvaldo Monte Alegre, vejam que no ano de 2010, o São Francisco o levou para a toca azulina e vejam o que aconteceu: Foi campeão amador pelo com boas revelações. Porém, no ano de 2011 podemos considerar que foi o ano de Osvaldo Monte Alegre no São Francisco. Começou sendo campeão pelo Sub-17. Classificou o São Francisco na Segundinha e foi de cara para enfrentar as feras do Seletivo e levou o Leão a Elite do futebol paraense. Osvaldo criou um padrão de jogo dentro do São Francisco, que levou o clube a uma sensacional participação no Parazão, por causa de algumas divergências internas, Osvaldo Monte Alegre deixou o time do Leão, ainda dirigiu o clube com sucesso 7 partidas na Elite até a sua saída. Porém, ficou claro a competência do treinador diante das apresentações do time no certame paraense, onde ficou para os torcedores, diretores e imprensa, um elenco unido, destemido, compacto e com padrão de jogo muito regular, mérito maior a Osvaldo Monte Alegre. O treinador está na área pronto para o trabalho, daquilo que mais gosta o futebol. Vive tranqüilo com sua esposa Ciene e seus filhos: Fabiele (21), Fabrícia (20) e Fabiane (13).
Santarém, 26 de Abril de 2012.
Raimundo Gonçalves.             

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