DIVIRTA-SE COM ESSE JOGO

Mostrando postagens com marcador MEMÓRIAS DO FUTEBOL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEMÓRIAS DO FUTEBOL. Mostrar todas as postagens

HOMENAGEM MIRA



Eles fazem parte do time, com lealdade, conhecimento e dedicação no que é a eles responsabilizado. Chegam a fazer milagres, segundos alguns dirigentes mais fanáticos. Eles são os eternos massagistas, infalíveis na beira do campo a qualquer time de futebol. Em Santarém já tivemos vários que chamaram atenção, mas, nenhum como o saudoso Luciano Santos (Lacrau), meio folclórico,  porém, de uma competência  ímpar para curar contusões em tempo recorde. Finalmente és que surgiu o mais comentado massagista da atualidade, já trabalhando a tempo com muita competência e dedicação a nobre profissão. Manoel Miramar Brito Pedroso (Mira).  Nascido na localidade de São Braz veio para Santarém ainda criança foi morar com seus pais adotivos na Av. Mendonça Furtado nos anos 60.
 Nunca passou pela sua cabeça um dia ser massagista, mas a loucura pela bola era notável para o garoto Mira. Porém ser introvertido lhe custava caro a chegar onde desejava. Com cheiro de bola, a tarde chegava de mansinho no campo do Veterano para assistir o treino do Bonsucesso, na expectativa de faltar um para ele ser convidado a treinar. E assim o nosso homenageado chegou também ao Veterano, mas dizia que era difícil jogar como titular. Convidado pelos colegas foi parar no São Raimundinho, comandado pelo seu Hildon Santos. E veio a primeira decepção, o time chegou bem na decisão do campeonato, ele como lateral esquerdo.Num jogo decisivo contra o São Francisco, os dois goleiros do Pantera não apareceram. Léo, meio campista, apontou o salvador da pátria para ser o goleiro improvisado, Mira. Como ele não sabia dizer não, aceitou o desafio, pois o São Raimundo jogava pelo empate. Para os atletas ficarem mais nervosos, no jogo de fundo era um estrondoso RaixFran, Elinaldo Barbosa lotado. O jogo prosseguia 0x0 e faltava menos de cinco minutos para terminar e o Pantera se sagraria campeão. No ultimo ataque do Leão, Léo, fica com a bola, mas acossado pelo atacante azulino e assim resolveu recuar para Mira. O goleiro se abaixa para encaixar a bola e a mesma devia e passa por baixo da sua perna.
Gol do São Francisco e a perda do título quase ganho. Imaginem o que o nosso goleiro passou depois desse frangão com o estádio lotado. Depois do estrago, mais taludo passou pela equipe do Náutico foi jogar o campeonato suburbano pelo Translider, do desportista Luiz Simões. Ali sim, conseguiu o seu primeiro título e outros que vieram a seguir, com os companheiros com essa formação: Rui, Gato, Barba, Cachorro e Mira; Meca, Ismael, Mário e Pintinho; Dorivaldo e Arrouba. Nosso homenageado começou a parecer no campeonato suburbano como lateral esquerdo e foi convidado para jogar no campeonato interno doTropical Hotel, hoje Barrudada para defender a equipe do Tupaiú, do desportista Oti Santos. Mira não só jogava de lateral como meio campo, característica do seu filho Maurian dentro de campo. Apareceu senhor de nome Clodoaldo, que estava hospedado no Hotel e que acompanhava os jogos internos e gostou do Mira como atleta e ofereceu uma passagem para ele fazer um teste no Botafogo de Ribeirão Preto. Nem pensar em sair de Santarém para ir onde não conheço ninguém, pensou Mira. Se era verdade daquele senhor não pôde saber, pois não aceitei sair de Santarém.
Nesta época começou a sentir algo que lhe chamava a atenção, e o seu sonho vinha à tona era se tornar um ortopedista, quando via um companheiro seu ou assistindo jogos, alguém se contundir, falava: Vai lá em casa, que eu massageio o baque, e fazia isso com dedicação e com muita seriedade. E assim nasceu o Mira, Massagista. O primeiro convite saiu do ex-goleiro do São Francisco Jorgeney. Como o massagista Maia tinha colocado o Leão na justiça, o clube ficou sem massagista e Mira aceitou. Trabalhou no São Francisco de 1996 a 1998. No ano seguinte deu uma passada pelo Flamengo e se dedicava ao Futsal trabalhando no elenco da Pulga. Em 2000 foi convidado a trabalhar no Pantera e em 2001 foi para o Fluminense, onde foi campeão. Retornou ao São Raimundo em 2002 e lá ficou até 2006. No ano seguinte percebeu que seu filho Mirinha estava no seu mesmo caminho, abraçando a mesma profissão, conversou com o filho e mostrou que apesar de todos pensarem que a profissão é fácil, mas não  é nada disso e ajudou o filho a concretizar o seu desejo. Continuou no São Raimundo apenas assessorando o seu Mirinha para ele desenvolver um grande trabalho no clube alvinegro e lá ficou até o título de Campeão Brasileiro.

 Sempre atento e acompanhando a trajetória do clube em 2009. Mira chama a esposa e mostra uma faixa, que mandou o João Paulo confeccionar para o São Raimundo, dois meses antes do Pantera ganhar o título. A frase de efeito era: “O sonho vira realidade”. Seu filho Maurian, atleta do São Raimundo, após terminar o jogo decisivo comemorava dentro de campo, balançando a faixa protagonizada pelo seu pai há dois meses antes de tudo terminar. Uma profecia que deu certo, mas, Mira não parava por aí. No ano de 2010 foi novamente convidado para trabalhar no São Francisco, que foi participar da segundinha, lá estava Mira, porém, não deu e o Leão saiu antes da hora. Para 2011 aceitou novamente um novo desafio e foi com o São Francisco para uma nova arrancada, e dizia consigo mesmo, o Leão precisa dar a volta por cima. MIRA nos conta que não foi fácil para o Leão, cada jogo era uma decisão e com muita gente não acreditando que o clube azulino passaria para uma próxima competição. Mas, Deus fica do lado de quem trabalha com a verdade e quer o melhor para todos, desabafava Mira. Quantas angústias e revolta por erros de arbitragem sempre contra nós, mas, todos estavam unidos em só um pensamento, a classificação, narrava o homenageado. “Lembro de alguns diretores que já se conformavam apenas na classificação fora da segundinha, porém, a conquista para a Elite do Parazão foi um prêmio pela luta daqueles que acreditavam no time. Depois de uma viagem em que o São Francisco continuava na luta pela classificação para a Elite.
Ao chegar em casa, falei para a minha esposa. “Vou lá no João Paulo”. A esposa respondeu: O que você vai fazer? “Deixa comigo, respondi.” Dentro de mim, eu dizia: “Seja o que Deus quiser!” E novamente Mira foi até o amigo João  Paulo e pediu para o mesmo fazer outra faixa, só que agora seria de outras cores e para o Leão, com a seguinte frase: “Há dez anos eu sofrir, hoje eu voltei a sorrir.” Talvez o amigo João Paulo achou o Mira meio louco, prevendo algo muito difícil, mas ele era o cara, acertou em cheio. São Francisco na elite do futebol paraense e o mesmo Maurian correndo no campo com a faixa, mostrando mais uma premeditação do seu pai carismático com suas previsões. Depois de um restabelecimento de saúde, Mira continua firme dentro do futebol santareno. Ao lado de seus familiares: Dona Lélia sua esposa e os filhos: Mulato (34), Mauro (31), Mauri (29), Maurian (27), Mirinha (25), May (23), Maurício (20), Maíra (19) e Piluco (17).

Santarém, 27 de Outubro de 2012.
Raimundo Gonçalves.          

PARABÉNS GILSON


Na próxima Quarta Feira dia 30, Gilson José Paz do Nascimento comemora mais um ano de vida. Corpo de atleta preparo físico invejável, não fosse a perseguição brutal de seus marcadores, ainda estaria marcando seus belos gols na 1º Divisão. Gilson veio de uma família fanática por futebol, desde o seu pai Virgílio e sua mãe Pastorinha, como era conhecida todos respiravam esporte, principalmente o futebol, Seu Girgílio era fanático torcedor do São Raimundo, cabia a Pastorinha se dividir na hora de torcer pelos filhos e pelos netos, tudo dependia por onde estavam jogando. Com Gilson não podia ser diferente, garoto esperto logo se destacava no meio dos outros com seu domínio de bola e o faro de gol.
Quando jogava na escola ou nos times de garoto tudo era normal para ele, desenvolvia seu futebol legal, o problema foi quando começou a jogar nos clubes considerados grandes, aí vinha as cobranças, afinal ele tinha que ser bom, era irmão do Formiga e do Zuza. No início sentiu a cobranças, mas depois se soltou e ninguém mais perguntava quem era ele, todos sabiam que se tratava de Gilson o artilheiro dos artilheiros. Muito novo foi levado pelo seu irmão Zuza para jogar na juvenil do São Raimundo deu o seu show particular com seus gols e ajudou o clube a ganhar o seu 1º título de Campeão. Foi o passo de ouro, quando acordou já estava no time titular, pois na época o clube fazia uma grande renovação no seu elenco e jovens estavam tendo vez e Gilson crescendo junto com os demais. Até o novo treinador Pantera Guedes chegar ao clube. Queria jogador mais taludo no ataque e barrou o jovem Gilson. Nosso craque sempre teve um temperamento forte e logo se desentendeu com o treinador e não foi mais treinar, a diretoria deu razão ao treinador, o adversário São Francisco, também e levou o garoto para a toca azulina. Lá foi recebido pelo treinador Valdo Abdala, conhecedor do seu talento, só pediu calma para ele, e aguardar a sua chance de entrar no time. Pois já contava com uma formação básica e isso preocupava o nosso artilheiro, como entrar num elenco que tem onze jogadores titulares que nem esses: Alaércio, Zé Lima, Zé Augusto, Belterra e Assunção; Aleixo, Filiba e Zizinho; Zerino, Bigorrilho e Haroldinho. Era para deixar qualquer jogador preocupado logicamente, vocês não acham? Mas, quando teve a chance de entrar fez bonito. Foi contra o São Raimundo do treinador Guedes, entrou no 2º tempo e marcou o 2º gol da vitória de 2x0, lavou a honra por que disse ao sair que eles estavam perdendo com a sua saída e provou logo a seguir. Depois vieram vários jogos amistosos contra grandes equipes de tradição, Fluminense (RJ)1X1, 1X0 No Clube do Remo, o gol teve a sua marca. 1X0 No Paysandu, com outros gol seu. Contra o Fortaleza na vitória de 4x1, deixou a sua marca. Gilson foi uma grata revelação nesses jogos amistosos, e tanto o treinador do Papão, como o do Leão de Belém gostaram do jovem atleta, mas, o desportista tricolor, Eduardo Fonseca, juntamente com a sua diretoria tinha um projeto de fazer um super time para próximo campeonato santareno, e conversou com Gilson para fazer parte desse elenco, que já contava com vários craques oriundos do São Francisco.   
Acontece que Zuza, irmão de Gilson negociava em Belém a ida de Gilson para a Juvenil do Paysandu. A chamada de Belém o pegou de surpresa E teve de deixar o Fluminense para tentar a sorte no Paysandu em Belém. Na cidade paraense foi defender o Juniores do Papão juntamente com seu sobrinho Arnaldinho que já estava na capital. Foi Campeão e logo a seguir convocado para a seleção de paraense de juniores. Com o aproveitamento de vários jovens do clube, Gilson ganhou oportunidade de se integrar no elenco de profissionais do Paysandu, ganhou a simpatia do treinador, Sérgio Surubi e do jogador Cabinho, do qual ele era reserva. Um choque violento tomado numa partida nos juniores o incomodava muito, era obrigado a tomar remédios fortes para dores, que era quase insuportável,  mas ele não queria perder a chance de aparecer no time titular, ainda jogou algumas partidas amistosos, porém, a dor o incomodava muito, em um momento chegou a trancar a perna e ficou com o joelho engessado por 30 dias, depois seguiu o conselho do seu protetor Cabinho para vir para Santarém e cuidar do seu joelho perto da família. Em Santarém foi retirado o gesso e feito a cirurgia no menísculo, mas não teve paciência em esperar a recuperação pós-operatória. Convidado para acompanhar a delegação do São Raimundo para um jogo amistoso fora da cidade, Gilson não se conteve e pediu para jogar os últimos 20 minutos da partida. 
Entrou e fez um gol, logo a seguir tentou dar um drible de efeito, o adversário caiu para um lado e ele para o outro, e assim voltava para fazer outra cirurgia no joelho. Foi a partir deste momento que Gilson passou a viver um drama, que o noticiário anunciava que o futebol estava acabado para o jovem craque, foram momentos de aflição e muito medo de parar prematuramente aquilo que mais gostava de fazer. Gilson deu a volta por cima, quando todos acreditavam que ele estava acabado para o futebol, ele teve mais cuidado e só teve contato com a bola quando se sentiu seguro e tudo começou nas quadras de Futsal, jogo rápido, com jogadas de toques e chutes precisos foi aprimorando a sua volta ao gramado sem medo de jogar. 
 De volta ao São Raimundo queria mostrar que estava muito bem e fez um marco na sua história dentro dos gramados de chamar muita atenção. Apesar de marcar gols em quase todas ass partidas que atuava desta vez exagerou, o jogo foi contra o Olímpico do goleiro Ray. Gilson marcou 11 gols, naquela partida inesquecível. Brinca Gilson que tinha conhecimento, que o recorde de gols em uma partida era do atacante Barriga, que teria marcado 12 gols, e ele se esforçava muito para bater o recorde do colega, mas depois que marcou o 11º gols a bola não queria entrar, o santo de Barriga era forte demais, contou Gilson. A partir daí Gilson tornou-se um dos artilheiros mais temido do futebol santareno, colecionador de títulos pelo São Raimundo, São Francisco, Fluminense e seleção santarena. No auge da sua carreira foi levado pelo irmão Zuza novamente para defender o Isabelense no campeonato paraense, onde fez um bom contrato, depois do término da competição voltou para o Pantera  fez um campeonato e logo a seguir foi contratado pelo Penarol do treinador Walter Lima para jogar o campeonato amazonense. Depois voltava para brilhar no nosso futebol. Lembra Gilson, de certo jogo quando jogava pelo São Francisco contra o Fluminense de Zuza e Virgílio seus irmãos. A mãe Pastorinha ficou dividida como torcedora, e num lance inusitado, do alambrado ela viu Gilson ser atingido com certa violência e não titubeou: “Não bate no meu filho, seu filha da puta...” E ao se aproximar do alambrado visualizou o agressor era o Virgílio, seu outro filho! Meteu as mãos no rosto e soltou: “Puta que pariu!” Parabéns Gilson e Feliz Aniversário.
Santarém, 18 /06 de 2012.
Raimundo Gonçalves.        

HOMENAGEM A OSVALDO MONTE A ALEGRE

Por: Raimundo Gonçalves
Há anos atrás não se via falar deste nome n esporte santareno. Mas quando ele entrou no cenário tapajônico foi fazendo alarde como treinador de futebol. Uns duvidaram, outros nem ligaram, mas ele foi ganhando espaço dentro e fora de campo. Com sua humildade, entendimento técnico e tático, responsabilidade participativa aonde trabalhava fez dele um vencedor. Com o resultado positivo do São Francisco no Campeonato Paraense de 2012, apesar de estar ausente dos últimos jogos, a imprensa, torcedores e os próprios diretores avalizaram que Osvaldo Monte Alegre foi o responsável pelo padrão de jogo, que levou o Leão a quase disputar o quadrangular n 1º Turno e a sua boa participação n quadrangular do 2º Turno. O clube saiu com saldo positivo depois do término da sua participação. Com a vaga garantida para o próximo Campeonato Paraense, com vários jogadores revelados como atrações em seus jogos, de bem com a sua torcida, que se mostra recompensada e com toda energia para ajudar o clube na construção do seu Complexo Esportivo. Tudo esse entusiasmo, graças a boa participação do Leão nas competições que passou vencendo, e um dos principais colaboradores para esse sucesso se chama, Osvaldo Pereira do Nascimento. 
O Osvaldo Monte Alegre, até poderia ser chamado Osvaldo Santarém, mas o destino quis que o mesmo se estabelecesse nominalmente, na cidade Pinta Cuia. Porém nasceu em Santarém. Aos 6 anos de idade foi morar em Monte Alegre, onde permaneceu até a idade adulta. Quis ser jogador de futebol, por isso logo cedo se juntava com a garotada do bairro Curaxi, no campo do Corinthians, onde jogavam suas peladas com os bons parceiros: Jurinha, Oberdon, Chiquinho, Pedrinho, Gilmar, Claudon, Luiz, Tombita, Lepéu, Batura, entre outros. E formaram o Fluminense liderado por Oberdan para os jogos amistosos em torneios, o time era tão forte, que alguns times quando tomavam conhecimento que o tricolor estava no torneio desistiam, não dava outro, eles eram os reis dos torneios, e Osvaldo era o lateral esquerdo. Difícil é esquecer a formação desse elenco vitorioso: Luiz, Preto Louro, Preto Cabeludo, Jose e Osvaldo Monte Alegre; Oberdan, Gilmar, Batura e Nicolau; Chiquinho e Auderson. Quando o Fluminense passou a ser presidido pelo Elson Dentista, o time foi jogar o Campeonato Montealegrense, mas o nosso craque foi defender a equipe do Palmeiras de Parissol. O time de Osvaldo ficou em 3º Lugar, atrás de Norte e São Francisco. No ano seguinte deu uma passada pelo Atlético, mas foi por um período menor, não chegaram peto da final.
Foi então, que veio para Santarém trabalhar e morar com seu irmão Moina. Aqui ficou até o ano de 1991, sem jogar bola, somente trabalhando, retornando para a cidade Pinta Cuia. Onde trabalhou no comércio e como taxista. Sempre em volta com o futebol, apesar de não jogar mais, devido o seu trabalho, nunca deixou de dar uma pitada nos clubes da cidade. Em 1996, o futebol em Monte Alegre pegou fogo. O Norte contratou Darinta, e o São Francisco, o Valter Lima, os dois treinadores reforçaram seus clubes com bons jogadores santarenos, enquanto Osvaldo Monte Alegre teve a sua oportunidade para ser treinador, de um time, de menos expressão, o seu Palmeiras. Só trabalhou com jogadores prata de casa, conseguindo o honroso 3º lugar contra times que pareciam seleção. Osvaldo começava a mostrar o seu talento de treinador e chamando atenção dos desportistas da região. 
Ainda trabalhando em Monte Alegre, Osvaldo teve uma proposta para trabalhar em Santarém, no ramo de comercio, com alguns meses de serviço foi convidado novamente para ser o reinador do Oriente um clube tradicional da cidade Pinta Cuia pelo tempo de criação. Em Monte Alegre assumiu o time, que já tinha jogado quatro partidas do 1º Turno. Logo Osvaldo conheceu o elenco do clube e percebeu que um jogador fazia a diferença nos treino e era sempre reserva, talvez por ser novo demais. Esse garoto tinha 16 anos e se chamava Rodrigo, com o novo treinador, logo passou a ser titular e ajudou o Oriente ser Campeão invicto. Com esse olhar amplo e positivo, Osvaldo colocou Rodrigo no cenário nacional, onde  mesmo saiu de Monte Alegre e iniciou sua trajetória vitoriosa no Carajás, depois foi para o Paraná (PR), Comercial (SP), Santos (SP), quando o treinador era o Leão, e finalmente foi parar em Portugal, onde brilha no futebol português, defendendo a equipe do Braga, cm o nome de Lima.
   De volta a Santarém para trabalhar novamente no comércio, não deixou de acompanhar o esporte local, principalmente o futebol. Num desses momentos, precisamente em 1999 foi convidado trabalhar no futebol.
Juntamente com Hermes, treinador do Flamengo na época,  já conhecia o Osvaldo desde Monte Alegre, e o convidou par ser seu auxiliar. Com toda humildade, Osvaldo Monte Alegre aceitou. Apesar de não ter sido Campeão com Hermes, mas chegaram a disputar o título com o Náutico. Reconhecido pelo seu trabalho juntamente com Hermes no Flamengo, no ano seguinte ele foi levado pelo então presidente e jogador do Americano, Mano para fazer o time Diabo Rubro ser Campeão da cidade, Osvaldo Monte Alegre mostrou o seu potencial e seu carisma, conquistando primeiro os atletas, que levaram a sério a competição e assim ganha o seu 1º título em Santarém. Para coroar ainda mais o seu trabalho, revelou dois grandes garotos, que seriam depois, muito badalados no futebol santareno, Tinha e Deley. 

Com o título conquistado em 2000, seu nome começou a ser mencionado a aqueles cartolas que queriam seu clube também vencedor com um treinador modesto. Em 2001, Eduardo e Élvio Fonseca acreditaram no seu trabalho e levaram o novo vencedor a trabalhar no Fluminense, tricolor da Presidente Vargas. Se o homem era pé quente, vamos saber agora, refletiram os contratantes. Osvaldo Monte Alegre sempre valorizou jovens craques, que querem de fato vencer no futebol, e desde cidade de Monte Alegre, ele revela craques de talentos, Trabalhando com uma boa garotada, “jovens bons de bola é preciso acreditar e ter coragem de lançá-los”. Osvaldo Monte Alegre acredita que esse esquadrão tricolor montado já tinha cara de Campeão e não poderia dar outro resultado, e o título 2001 foi do tricolor, com a base feroz fortíssima: Cláudio, Kiko Bendelak, Afonso Papalégua, Deley e Dilcinho; Hailton Beleza, Robson, Peruca e João Pedro; Jackson e Ney Bendelak. Daí pra frente, Osvaldo Monte Alegre foi o cara. A o comando da empresa Seleto entraram na briga para ter uma equipe para jogar o campeonato santareno e para facilitar o desejo fora feito uma parceria entre a equipe do Tapajós e o Seleto, assim entraria no certame sem impedimentos legais. 
 Contrataram Osvaldo Monte Alegre para ser o treinador e vários bons jogadores para reforçar a equipe na disputa. Outra vez a estela do nosso treinador brilhou. Ganhou o Campeonato para o Seleto/Tapajós invicto, com essa base: Cláudio, Nelson, Zildo, Doinho e Limão; Jadinho, Marcírio, Penenca e Arnoud; Cutia e Tinha. Fez uma espécie de mesclagem entre, jogadores jovens e experientes. Colocou uma linha de zaga desconhecida e deu certo. Jogou 30 partidas no ano, 21 pelo campeonato e 9 amistosas, todas transformadas em vitórias, sabiam disso? No mesmo ano foi convidado pela Liga Esportiva de Santarém para ser o treinador da Seleção santarena Sub-17 em Belém. No ano seguinte continuou treinando o Seleto, mas já não tinha o mesmo apoio para fazer um grande trabalho e não teve sucesso. 
 Em 2004, estava sem time para treinar quando recebeu o convite do amigo Solano para treinar o São Cristóvão. Sabia que não seria fácil, pois o time não tinha lá os recursos necessários pata montar um elenco para ser campeão. Como reconhece o Solano, como um grande desportista e trabalhador pelo nosso futebol aceitou numa boa, e só ficou atrás do Pantera e Leão, saiu do campeonato com um time modesto na 3ª colocação. Depois não parou mais, em 2005 foi campeão no Sub-20 do São Francisco e logo em seguida treinou o amador, quando o mesmo foi também campeão, apessar de não ir até o fim. Em 2006 voltou a treinar o Fluminense para no ano seguinte voltar a ser treinador do Leão. Em 2008 foi convidado para trabalhar no São Raimundo, onde conseguiu ser campeão Sub-20 e logo no ano seguinte, treinou o time amador e foi campeão santareno. Era assim, se queriam ser campeão, chama Osvaldo Monte Alegre, vejam que no ano de 2010, o São Francisco o levou para a toca azulina e vejam o que aconteceu: Foi campeão amador pelo com boas revelações. Porém, no ano de 2011 podemos considerar que foi o ano de Osvaldo Monte Alegre no São Francisco. Começou sendo campeão pelo Sub-17. Classificou o São Francisco na Segundinha e foi de cara para enfrentar as feras do Seletivo e levou o Leão a Elite do futebol paraense. Osvaldo criou um padrão de jogo dentro do São Francisco, que levou o clube a uma sensacional participação no Parazão, por causa de algumas divergências internas, Osvaldo Monte Alegre deixou o time do Leão, ainda dirigiu o clube com sucesso 7 partidas na Elite até a sua saída. Porém, ficou claro a competência do treinador diante das apresentações do time no certame paraense, onde ficou para os torcedores, diretores e imprensa, um elenco unido, destemido, compacto e com padrão de jogo muito regular, mérito maior a Osvaldo Monte Alegre. O treinador está na área pronto para o trabalho, daquilo que mais gosta o futebol. Vive tranqüilo com sua esposa Ciene e seus filhos: Fabiele (21), Fabrícia (20) e Fabiane (13).
Santarém, 26 de Abril de 2012.
Raimundo Gonçalves.             

WALTER DIONE EM MEMÓRIA

Por: Raimundo Gonçalves
Porque tem que ser assim! Há várias explicações, mas ninguém da família se conforma, principalmente, quando a pessoas que amamos está aqui hoje, junto de nós, conversando, contando piadas, sorrindo... Amanhã, já não é a mesma coisa. Um forte baque no peito e fica sem jeito e o nosso querido irmão já se foi. Estamos prestando uma singela homenagem ao nosso grande amigo, que faleceu na cidade do Iapoque, depois de sofrer um fulminante ataque cardíaco na tarde de Sábado, 17 de Março as 13horas, trabalhando. A notícia se espalhou e a tristeza tomou conta de todos os familiares e amigos, que admirava o Walter Pereira Pinto. Nosso irmão foi criado em uma família modesta e humilde, mas cheia de vida e dignidade. Seu Santana seu pai, um pescador, e dona Bibi, sua mãe, dona de casa, trazia o suspiro da arte e da cultura folclórica na alma, mas como expandir externamente, sem condições para arcar com as despesas que viriam, com  roupas e materiais diversos, não se importou e fazia a sua festa dentro de casa com os parentes mais próximos, de quadrilhas a carnaval, a folia se fazia a alegria da família.
Neste ambiente nasceu Walter, mas de início o que mais lhe chamava atenção era mesmo o futebol, descia a 2 de Junho e já se acampava no campinho do Barão do tapajós e lá com outros moleques já mostrava a segurança e responsabilidade na zaga do seu time. Logo ele estava vestindo a camisa da JOC, eram vários garotos que tinham que freqüentar o Grupo de Jovem da Cruzada de Nossa Senhora de Fátima, rezar muito para ter uma formação espiritual e familiar. Por ser um bom zagueiro Walter estava sempre entre os titulares, foi quando o time da JOC para podia participar de campeonato na cidade, então foi criado com quase os mesmos jogadores o Santiago, que representaria o nome do santo São Tiago, em homenagem a igreja. Já com o nome bastante famoso na Aldeia, transferiu-se para o Morango, um time de maior conhecimento no bairro.
Sua carreira como jogador de futebol, não foi muito abrangente, mas o suficiente para sempre estar em equipes da cidade como um zagueiro de qualidade e muita responsabilidade. Foi convidado a defender o Bonsucesso, hoje Esporte Clube Santarém, clube do seu cunhado Daniel Feitosa no campeonato santareno, onde teve a oportunidade de jogar com jogadores que fizeram muito sucesso no nosso futebol como: Walkir, Waldomiro, Bené, Nazareno, Cabinha, Baiano, entre outros. Outro clube que defendeu logo a seguir foi o Fluminense de seu Elvio Fonseca, onde também jogou ao lado de: Leonardo Belterra, Belém, Brito, João Neto, Dote, Vieirinha, entre outros, e finalmente o seu ultimo clube do certame da 1ª divisão, foi o Norte Clube, saindo do bairro da Aldeia para o da Prainha, e lá conheceu outros companheiros como: Dió, Bicho, Atanael, Louro, João Maranhão, Lobato, Kid, entre outros, como percebemos, Walter foi de fato um grande atleta na nossa cidade e serviu com talento os clubes por onde passou.  Não prosseguindo mais por causa do trabalho, veio o casamento e a necessidade de cuidar da família ficou em primeiro plano.
Entra então de uma vez o sangue familiar trazido da sua mãe dona Bibi, do folclore santareno, a Walter, faz se apaixonou de vez pelo gosto das danças folclóricas. Sua primeira participação, além das que sua mãe fazia em casa, foi sem dúvida, a Quadrilha do Jandiá, lá  Walter já mostrava o dom pela criatividade e responsabilidade na organização, tanto que ao deixar esta quadrilha, criou uma própria, a Quadrilha 2 de Junho, onde o mesmo morava. Tanto sucesso ele fazia, que logo foi convidado pelo Grupo de Mães da Comunidade de Fátima para ser o organizador e mentor da Quadrilha, Matutos da Roça, ali uniu o útil ao agradável, a maioria dos componentes eram da sua família, todos agregado na mesma comunidade e o sucesso foi notável.
Walter consegue um emprego na Serraria Dione, onde era um funcionário de destaque, seus patrões o tinham como um dos melhores empregado da firma e todo apoio ele tinha, do seu Antonio Alexandre e dona Maria Lindalva, os primeiros donos. Depois do Seu Ademar Rabelo e Betinha, Dr. Manoel e Dra. Rita Moura. Mas tinha algo na cabeça de Walter que não podia parar. Chegava à época do folclore lá estava ele pensando em criatividade. E juntamente com um parceiro antigo, Pedroso colocou a idéia de fazer a Quadrilha com o nome de Dione, assim seus patrões poderiam ajudar nas despesas das roupas e outros materiais, pois Walter gostava da vestimenta de sua Quadrilha muito bonita. Era dele a responsabilidade de imaginar as roupas para cada ano e quando não conseguia fazer, seu sobrinho as projetava pra ele, assim como os vários passos dos brincantes, criados para não se repetir ano a ano. Com o Patrocínio dos patrões e do amigo Pedroso, que sempre o ajudou.

 A Quadrilha do Walter foi longe, pois de todos os Festivais que participava ganhava o primeiro lugar, desde 1978, quando começou a participar de festivais até 1997, quando partiu de Santarém. Foram 19 títulos consecutivos, Walter ficou conhecido como Walter da Dione, tamanha era a sua fama de qualidade dentro do folclore santareno, através de suas maravilhosas quadrilhas. Disciplinador, perfeccionista e muito sério na organização para muitos brincantes tornava-se até chato, de tanta exigência, mas no final todos o idolatravam pela conquista da boa dança cheia de versatilidade, onde os moços, moças, garotos garotas senhoras e idosas gostavam de dançar, numa quadrilha vitoriosa, pela qualidade dentro das quadra juninas. Sampaio Brelaz, que sempre esteve presente nas grandes festivais era fã incondicional do trabalho de Walter Dione, como ficou conhecido. Pena que a nossa cidade ainda está em passo lentos para a cultura, principalmente o do folclore dentro da nossa cidade, hoje o comando da nossa cultura em Santarém, talvez nem saibam da perda lamentável desse valoroso artista, que ajudou a florescer a Quadrilha moderna nas noites juninas há quase 20 anos, sem ser uma vez condecorado como merecia.
Walter Dione se foi, mas nós jamais o esqueceremos do artista, atleta e pai que sempre soube comandar sua família no direito de viver com dignidade. Ele tinha um sonho, quando se aposentasse voltaria a sua terra querida para curtir a sua família em sua casa, onde deixou quase duas décadas. Dono de uma sinceridade transparente, Walter conquistou muitos amigos no seu novo habitat, Iapoque, tanto no trabalho como nos momentos de entretenimento. Sua caminhada fúnebre foi acompanhada pelo Corpo de Bombeiros com direito a bandeira e ao Hino tocado, do clube que tanto amou o Fluminense Futebol Clube. Nossas condolências a família, principalmente a Linda, sua esposa, suas filhas, Lizandra, Lissandra e Lisângela.  Os seus filhos, Wanderson e Wander. 
Santarém, 22 de Março de 2012
 Raimundo Gonçalves    

HOMENAGEM A CABECINHA


30 de Novembro de 2011 ficará marcado em Santarém, como o dia da Manifestação Nacional do Plebiscito, prol Tapajós, acobertado pela Rede Globo de televisão. Como a importância do Plebiscito, em nossa vida, não poderia deixar passar, outro acontecimento marcante no futebol santareno e alenquerense. Neste mesmo dia, o artilheiro dos artilheiros completou 60 anos de vida. E poderia passar em como já passou para muitos novos torcedores, este nome em anonimato: José Luiz de Lima Rentes, mas, quando o seu apelido é colocado em cena, quem em Santarém não conhece o fabuloso: Cabecinha. Santareno de coração, alenquerense de nascimento, Cabecinha começou a se destacar entre os adultos, pelo Flamengo de Alenquer. Alguns engraçadinhos diziam que ele era titular, por que o time era do seu Pai, saudoso Manoel Rente. Quando viram o garoto com fome de gols, calaram e gritaram o seu nome.

Aassim como Chico Coimbra, Osmar Simões e Bené Bicudo, quando viram e levaram o craque para o São Francisco. Começou a jogar campeonato pelo Leão em 1969, onde foi bi-campeão para no ano seguinte se consagrar como tri-campeão santareno. No momento mais brilhante do nosso craque ele participou de um elenco do Leão com grandes craques de alta qualidade como: Xabregas, Guajará, Helvécio, Maromba e Pedrinho Araújo; Valdo Abdala e Da Silva; Carlitinho, Cabecinha, Jeremias e Navarrinho. Cabecinha tirnou-se o  ídolos e artilheiro do São Francisco. Temido pelos zagueiros e goleiros da nossa cidade. Não foi difícil conquistar a torcida santarena com o seu talento e sua simpatia como um bom rapaz cheio de humildade.



Seu nome começou a se destacar na capital do estado e Osmar Simões e Dídimo Sousa foram os responsáveis pela sua transferência para o Clube do Remo da capital, juntamente com Cuca e Jeremias. Em Belém não foi fácil ele manter a performance de artilheiro, mas aos poucos foi ganhando posição. João Avelino começou a lançar nosso craque como ponta esquerda, Alcino era o centro avante. João Avelino queimou o nosso artilheiro, no clássico REXPA na decisão do certame de 1971. O Remo ganhava de 2x0 no 1º tempo. No 2º tempo, Lúcio Oliveira fez cera ao provocar uma contusão num momento que o Paysandu pressionava. Fora de campo, João Avelino se preocupou e mandou Cacinha baixar para a lateral, enquanto Lúcio ainda era atendido. Logo em seguida Cabecinha se ver rodeado de jogadores do Paysandu perto do escanteio do seu campo. A torcida gritava chuta pra lateral, mas o nosso craque resolveu dar uma gingada e bateu pra frente e caiu nos pés de Moreira, que fuzilou para diminui o placar. Com a pressão da torcida o treinador substituiu Cabecinha. E cometeu dois erros: Primeiro pegou corda da torcida, segundo, enfraqueceu o seu ataque com a saída de Cabecinha. E sabem o que aconteceu: O Paysandu virou para 3x2. Cabeça se recupera dentro do Leão Azul belenense, quando foi uma das grandes atrações no Torneio Norte/Nordeste, quando se consagrou campeão em cima do Vila Nova. O Clube do Remo podia perder até por um gol a menos e perdeu de 2x1, mesmo assim foi o campeão e Cabecinha fez o gol.


Em 1973 foi vendido para o MAC (MA), onde jogou o campeonato maranhense e a seguir foi emprestado ao Paysandu para jogar no Brasileirão. Sua estréia foi contra o CRB com a vitória de 2x1, Cabecinha deixou o seu.  Em 1974 foi comprado pelo Sampaio Corrêa, onde ficou de 1974 a 1981, nestes sete anos foram tristezas e glórias. Títulos, troféus, artilharias, ídolo, conforto e paparicado nas ruas da capital e festejado nos gramados. Assediado por diversos clubes como: América (RJ), Fortaleza e Ferroviário (CE), Moto Clube (Ma), entre outros. Porém o que mais chamou atenção do Brasil nesse craque jogando pelo Sampaio Corrêa foi num jogo pelo Campeonato Brasileiro, quando enfrentou o Cruzeiro de Nelinho em pleno Mineirão. O clube estrelado já vencia o jogo no 1º tempo por 1x0. No 2º tempo, quando pensou em ampliar o placar surgiu o endiabrado artilheiro Cabecinha. Ganhou uma bola no meio de campo e partiu rumo ao gol adversário. Driblou quatro adversários com o goleiro e marcou um gol de placa, considerado na época pela Rede Globo, como “o Gol do Fantástico”. O Brasil ficou conhecendo o nosso querido Cabecinha, e o Noroeste se encantou pelo atacante e contratou por 2 milhões de Cruzeiros.

O frio, o treinador que só gostava de trabalhar com jogadores jovens foram às principais da volta do atacante para o Sampaio, aonde conquistou o seu ultimo título maranhense. Louco para voltar para a sua cidade aceitou ser emprestado para a Tuna Luso. Em Belém novamente se destacou como artilheiro, não conseguiu passar do atacante Cabinho do Paysandu, mas foi o artilheiro da Lusa. Depois da temporada na Tuna, apareceu o saudoso Luiz Araújo e o levou para defender o Isabelense. Apesar dos quase 30 anos de idade, Cabecinha ainda era um atacante perigoso e levou o clube ao destaque no Campeonato. A vontade de retornar a Santarém Fez com que Cabecinha se despedisse do futebol de profissionais em Santa Isabel e retornou a Terra Querida diretamente para o São Francisco, onde ainda jogou alguns anos como: 1984/85/86/ e 87. Depois de quase 15 anos fora de Santarém, voltou e fez parte dos elencos renovados do Leão, como: Raul, Laurimar, Mano, Chicão e Djair; Aleixo, Zerino e Elmanuel; Zerino, Cabecinha e Haroldinho. Ainda foi grande destaque nos campeonatos.  O ano de 87, Cabecinha se despediu dos gramados da 1ª Divisão. e foi ser treinador de futebol. Treinou o São Francisco, São Raimundo e Fluminense. Depois ficou jogando nos finais de semana pelos times de peladas. Atualmente ainda joga no Máster do São Francisco. Hoje trabalhando como funcionário Público Municipal, Cabecinha segue a vida normal com sua família: Sua esposa companheira de todas as horas, Cleucy, as filhas, Andréa, Ana Shirley e o filho Adriano. Logicamente que não poderia faltar a alegria que sente com suas queridas netinhas, Ana Carolina e Luana.   




Santarém, 09 de Novembro de 2011.

Raimundo Gonçalves.

TRADUTOR DE BLOG